É uma expressão popular que realça a importância vital da saúde e do pão, alimento fundamental para a subsistência. A expressão reflete uma realidade ancestral, onde a saúde era o bem mais precioso e o pão, essencialmente cozido em fornos comunitários, era o sustento diário de todas as pessoas.

O forno assume-se como uma instituição comunal na vida das populações rurais, usado com frequência regular para cozer pão ou broa de milho e, em ambientes festivos, para bolos, biscoitos, tigeladas, e tabuleiros recheados carne, batata e cebola, entre outras iguarias singulares.

Mas isto de coza o forno, tem muito que se lhe diga. É preciso aquecê-lo e isso não é tarefa fácil, especialmente se já está sem cozer há vários dias, isto é, se está amuado…

Acende-se com duas pinhas sobrepostas e lenha miúda, seguida de lenha mais grossa, não excessivamente verde nem muito grossa. Depois é deixá-lo arder até que o teto (abóboda) passe de preta para completamente branca, que indica que o calor subiu e as fuligem foi queimada.

Ainda a sobre o cozer pão, de notar que o pão se modifica depois da saída do forno. De início, a côdea é dura, mas quebradiça e o miolo é mole. Depois, a côdea deixa de ser quebradiça. Mas o conjunto aguenta bem uma semana.