
O nome da povoação Galisteu é pitoresco e invulgar. Nada se sabe de concreto sobre a origem do topónimo, que também existe em Viseu e nas províncias espanholas da Galiza (Pontevedra) e Extremadura (Cáceres). No entanto, em Espanha, estabelece-se a associação à passagem de ramificações da estrada romana.
Neste sentido presume-se que o topónimo tenha origem em elementos do baixo-latim Cal (pedra) Esteo (pilar), que seria o nome dados na língua romana a um local com pilar de pedra ou marco milenário.
Uma alternativa remota poderá estar associada à Via da Prata, com que os árabes designaram uma via pública empedrada e de traçado sólido pela qual se encaminhavam para o norte Cristão. Depois apontada para ligar Emerita Augusta (Mérida) a Asturica Augusta (Astorga). E mais tarde Sevilha a Santiago de Compostela, com vias alternativas por Espanha e pelo interior de Portugal. Desta forma o topónimo teria origem latina a partir de Callis (caminho) + Teo (Deus). É uma linha menos provável uma vez que, não há quaisquer vestígios físicos ou culturais dessa passagem.
De qualquer forma o nome de lugar Galisteo surge numa cantiga de Martim Soares, um trovador medieval português, documentado no período compreendido entre 1220 e 1260, referindo-se provavelmente a uma povoação do interior de Portugal. Por coincidência, ou não, existe um campo fértil de oliveiras centenárias, ao longo da ribeira da Freixada, a menos de uma légua a sul do Galisteu, a que se dá o nome de Martim Soares.