Verão é tempo de férias, descanso, liberdade e felicidade. É tempo de procurar um lugar onde o corpo e a mente possam descansar, sem sofrimento, e onde encontramos a felicidade na forma de gratificação.

E no empenho quase cego por não fazer nada, tendemos a esquecer que ao Verão segue-se o Outono, o tempo das colheitas. No campo, como na nossa vida, estamos sujeitos a princípios fundamentais que devemos observar para a tão desejada colheita.

Primeiro: Só colhemos depois de plantar

A Bíblia ensina-nos que “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: (…) tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado“, livro de Eclesiastes, cap. 3. Esta fé na plantação, no tempo de crescimento e depois na colheita dos produtos, aplica-se a quase toda a nossa existência.

Certa vez houve um homem que após uma grande caminhada no deserto chegou sequioso a um poço com uma antiga bomba de água. Em cima do poço estava um bilhete que dizia o seguinte: É seguro beber água deste poço. Mas para a bomba funcionar é necessário ferrar o tubo de bombagem, retirando o ar, para não trabalhar em seco. Para isso, está um caneco cheio de água debaixo de pedra branca, no outro lado do poço. Essa água será suficiente para ferrar a bomba, mas que não será suficiente se beber um gole antes. Despeje cuidadosamente a água do caneco sobre o funil e acione rapidamente a bomba. Tenha fé. Este poço não ficará seco. Depois de retirar toda a água que quiser, encha de novo o caneco e coloque-o debaixo da mesma pedra. Por aqui passarão outros viajantes com sede.

Saber esperar é uma virtude!
Aceitar, sem questionar, que cada coisa tem uma sequência e um tempo certo para acontecer, é acreditar!

Segundo: Colhemos onde plantamos

Apesar da nossa ambição por uma existência sem limites, a nossa vida tem uma geografia específica contida, onde vivemos as experiências mais significativas. São a nossa família, a nossa casa, a nossa vizinhança, o nosso ambiente de trabalho, a nossa escola, a nossa comunidade. É nestes espaços que estruturamos o essencial da nossa vida. Por isso é importante saber plantar nestes espaços privilegiados, onde vivemos intensamente, porque são os primeiros sítios onde vamos colher.

Terceiro: Colhemos aquilo que plantamos

A lei do retorno é inexorável e não falha! Quem planta amor, fé, esperança e verdade, pode ter esperança em colher frutos próprios para uma vida de bênçãos e de vitórias. Por outro lado, que colheita se pode esperar de uma vida alicerçada no ódio, falsidade e infidelidade?

Era uma vez um carpinteiro analfabeto que, com muito sacrifício enviou o seu filho para estudar na capital. O rapaz formou-se em medicina e casou com uma mulher da cidade com quem teve um filho. Quando sua mãe faleceu ele trouxe o seu pai para viver em sua casa. Como ele recebia muitas pessoas importantes, resolveu alojar o seu humilde pai na casa dos empregados e mandou fazer uma tijela de barro, por não saber lidar com com a louça fina da sua esposa. O menino, apaixonado pelo avô, ao ver tudo isso, foi à fabrica das tigelas e começou a moldar uma outra tigela. O pai, que observava o filho, perguntou o que ele estava a fazer. A que ele respondeu com surpresa: “Estou a treinar para quando o senhor ficar velho, eu possa preparar uma tigela igual àquela que o senhor preparou para o avô”.

Colhemos o que plantamos. É apenas uma questão de tempo.

Quando as pessoas são felizes, não reparam se é Inverno ou Verão“, dizia Anton Tchekhov.